BBB do Bem
O BBB - programa até então taxado de alienante pela maioria dos "cabeças" da sociedade - está dando um show de competência ao mostrar, através das verdades e mentiras da alma humana, como a tolerância e os extremos podem conviver e como isso está presente em cada um de nós.
Um BBB em que não existiram vilões nem mocinhos, nem ricos nem pobres. Ali estavam homens e mulheres, gays e héteros, sarados e os não sarados, os cabeças e os voadores. De certa forma, ali estava cada um de nós.
A saída de Dicésar, pra ficar com o penúltimo paredão, foi uma verdadeira demonstração do poder das palavras.
Com os seus textos já tradicionais em cada final ( e olha que nem sempre ele acerta...) Pedro Bial conseguiu criar uma ponte onde antes só tinha abismo. Os extremos se encontraram e buscaram num denominador comum a convivência.
Ontem a noite - dia da eliminação da Lia - o público mostrou mais uma vez que não escolhe mais o grupo como já aconteceu na época dos "pobrinhos". A escolha agora é sobre as atitudes. Como cada um de nós consegue se encontrar em situações em que poderiam estar cada um de nós.
O Big Brother, em certas situações, chega a ser desumano. É como se o Boninho se vestisse com as roupas do Marques de Sade e nós, o público, assistisse em uma arena o desenrolar de cada situação.
A gente reclama ... mas assiste.
E assim foi o BBB 10 que está acabando. O BBB onde o gay não era mocinho por ser gay. O Dourado era o vilão que deixou de ser. O Cadu mostrou que existem sim boas pessoas no mundo por mais que muita gente ainda duvide disto. E a Fernanda mostrou que dá pra acreditar em um amor (pedir até ligação pra ele em rede nacional) mas também aceitar uma nova situação (mesmo em Caps Lock) e seguir em frente.
Cada um pode ver, analisar e se auto analisar. Preconceitos foram mostrados, aceitos e superados (outros não...) eram o gay afetado que muita gente xinga na rua, a gordinha que serve de zuação pra tantos, a nordestina que vira automaticamente "baiana" ou "paraíba" se vem morar no sudeste brasileiro, o intelectual que é sempre o chato da história... tava todo mundo lá.
Desnudando cada um ao seu modo a nossa própria natureza e colocando no paredão nossos próprios preconceitos ao ver a gordinha dançando sem medo de suas celulites, o gay afetado mostrando um enorme coração e o lutador (antes mal) ajudando e mostrando um meninão as vezes perdido dentro de si mesmo.
Seja lá quem levar o prêmio amanhã, vai levar porque mereceu.
Mas, nesta edição 10 do BBB, quem não mereceu?
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Em boca fechada...
Ontem quando cheguei em casa aqui em Natal fui jantar e estava passando o BBB.
Sabe a hora em que aplicamos aquela famosa frase "em boca fechada não entra mosca?"
Me admira um jornalista experiente como Pedro Bial se prestar ao papel - bobo por sinal - de ser psicólogo por um dia tentando revelar que o corpo fala a partir do lugar onde os BBBs estão sentados.
Se não tem assunto, fica quieto e manda VT que, por sinal, continuam impagáveis.
Olha só o vídeo...
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